Senti um vento gélido, cortando o acampamento. Não se tratava de um frio comum, mas a sensação de magia maligna, que estava comandando as criaturas. Caomil esticava seu arco, a corda retesada pronta para matar. O olhar frio do elfo não piscava ou olho-a-olho com o líder da matilha.
Os animais avançavam, passo-a-passo. Logo nos vimos cercados. Eram mais de quinze estávamos perdidos. Marcos começou a rezar, pedindo ajuda e inspiração para seu Deus.
Eu comecei a pronunciar palavras antigas, que surgiam em minha mente. Sentia as energias mágicas se acumulando a minha volta. Estava pronto.
O felino, líder dos lobos, atacou. Junto dele, os três lobos corriam. Ele tentou saltar sobre nós, mas seu salto foi refreado pela flecha de Caomil, certeira, precisa, letal. Exatamente no centro da cabeça do animal, que caiu no chão morto na hora.
Os três animais pararam, tropeçando. Obviamente desconcertados com a velocidade e letalidade do Fedalkin.
Mas, não foi suficiente, duas das outras três matilhas atacaram.
- Anóun, et acres! – Gritei em direção a uma das matilhas.
Os lobos ganiram, alto, sentindo uma dor lancinante em seus estômagos. Seus pés enraizando no chão. – Estavam virando árvores. A pedra dos amantes brilhava, descarregando na magia poderosa a energia mágica que armazenara.
Mas outra pantera líder, que estava mais próxima de mim, continuou seu avanço e me atacou. Não havia muito o que eu pudesse fazer, a não ser saltar para o lado, perdendo a concentração de minha mágica. Eu havia retardado os lobos, mas isso não os pararia.
Meu salto não foi muito bem sucedido. A pata da pantera rasgou a carne da minha coxa, eu não poderia me levantar. Sangrava muito. Seria mais difícil atacá-la agora.
Caomil também saltou, numa acrobacia incrível. Ao cair no chão, apenas pude ouvir o zunido de sua flecha e um som abafado vindo do felino. Talvez por isso o poderoso animal não tenha me matado. A cabeça da pantera sangrava, com uma flecha precisamente lançara em seu centro, mas na parte traseira.
Os três lobos que acompanhavam a pantera atacaram Caomil, derrubando-o no chão. Isso estimulou a terceira pantera a atacar, ia na direção de Marcos. Aparentemente as orações do frei estavam funcionando, pois ela avançava devagar, como se temesse alguma coisa.
Os lobos atacam Caomil furiosamente, mas o elfo esquivava-se com agilidade incrível. Ele estava em dificuldades, um dos animais segurava seu braço direito, o esquerdo, já com uma faca sacada, tentava atacar os lobos. As pernas agarravam a cabeça do terceiro, sufocando-o.
Foi quando ouvimos um grito vindo da mata, um grito que não era humano. Um grito violento, terrível, que nunca havíamos ouvido antes.
Mock estava chegando. Mas não era Mock, o guerreiro.
Totalmente transformado, era Mock, o ghoul.
E ele clamava por sangue.
Por que sempre deixa esse gancho que prende a gente e até que a continuação não saia, ficamos com essa parte na cabeça, nos debatendo e nos perguntando o que acontecerá agora? Sabe o quanto é difícil conter a curiosidade para que ela não nos mate? Quer ficar orfão de filha pai? ;~
Dramas a parte… Está ótima a história pai! Parabéns!